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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Crianças do CEI Tupã visitam o Parque Burle Marx

(Imagem: Isabelle Val)


Durante esta semana, recebemos um e-mail mais que especial, o e-mail da Isabelle Val, francesa, residente no Brasil há muito tempo e quem em um dos seus passeios no Parque Burle Marx, encontrou as crianças do CEI Tupã, ficou encantada e não só registrou, como também fez uma montagem linda e nos enviou. "Elas eram tão fantásticas na frente dos saguis!  Nas fotos que tirei consegui ver o nome da escola e pensei que seria bom fazer essa montagem para a escola ilustrar o passeio no parque, depois achei o nome na Internet", declara Isabelle. Além da montagem, ela nos enviou mais 9 imagens do passeio.

Isabelleee rs, nós do Social Bom Jesus agradecemos por você fotografar e depois doar o seu tempo ao produzir a montagem que ficou LINDA, ficaremos aguardando a sua visita.

 




Educandos do CCA Jardim dos Prados visitam exposição Caos e Efeitos


Uma nova maneira de ver e pensar a vida e a arte contemporâneas brasileiras. A exposição Caos e Efeito, em cartaz no Itaú Cultural desde o dia 23 de outubro, explora temáticas que serão abordadas nesta década que se encerra em 2020. A intenção é lançar um olhar abrangente sobre a produção nacional no campo das artes visuais e trazer à tona temas imersos nas questões – e inquietações – do mundo atual.

A mostra abriga, nos três andares expositivos do Itaú Cultural, aproximadamente 150 obras – entre pinturas, fotografias, instalações e vídeos – de 81 artistas. Os trabalhos foram escolhidos e organizados por cinco curadores – Fernando Cocchiarale, Lauro Cavalcanti, Moacir dos Anjos, Paulo Herkenhoff e Tadeu Chiarelli – que foram selecionados após uma pesquisa realizada pelo Centro de Documentação e Referência do Itaú Cultural, que levantou os dez nomes que mais participaram de exposições na última década. Desses, cinco foram convidados para realizar Caos e Efeito.

 A exposição vai até o dia 23 de dezembro e a entra é gratuita!

Itaú Cultural
Horário: 9h às 20h
Avenida Paulista, 149
São Paulo
11 3251-0696








Você não vai ficar de fora né?



O primeiro bate-papo realizado no Clube da Turma M' Boi Mirim foi um sucesso, porém o nosso encontro precisa de um nome, e entre as 50 sugestões que recebemos dos participantes, separamos 6 para que você possa votar.
DEIXE O SEU COMENTÁRIO!

1.      SOLTANDO A VOZ
2.      MENTE ABERTA
3.      PAPO RETO
4.      DEBADUCA
5.      PAPO DA GENTE
6.      AMPLIANDO A MENTE

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Consciência Negra é tema de debate com KL Jay e o sociólogo Alexandre Tuller

Para encerrar as comemorações do mês da Consciência Negra, a ONG Social Bom Jesus recebeu no mês de novembro o DJ do grupo Racionais Mc’s, KL Jay, e o professor e sociólogo Alexandre Tuller, para um bate-papo sobre a questão do negro na sociedade brasileira. O encontro aconteceu no Clube da Turma M' Boi Mirim, um dos maiores núcleos da organização e contou com a participação de 120 pessoas, entre assistente social, educandos, educadores, psicólogos e pedagogos.

A programação do evento foi dividida em dois temas, a “Influência da cultura africana na cultura brasileira, música e arte” e “Política de Reparação: Justiça para reduzir a situação de exclusão de negros e índios no Brasil”, propondo aos participantes novas perspectivas para gerações futuras da periferia, além da busca por benefícios em favor da diversidade cultural e étnica. "É bom despertar a palavra nos jovens, refletir é mais que importante", declara KL Jay.

O encontro que foi o primeiro de uma série de debates, cuja proposta é buscar respostas diante dos mais diversos temas sociais e orientar os moradores da região do Jardim Ângela, periferia da zona sul de São Paulo, foi um sucesso e reuniu jovens interessados a debaterem questões que dizem respeito à nossa realidade e lideranças comunitárias como o Coletivo Fora de Frequência, que surgiu no Jardim Ângela em 2006 com uma banda de Hip Hop e com o tempo os membros do grupo resolveram ir além das produções musicais e audiovisuais, começando a utilizar o Hip Hop como ferramenta de educação, desenvolvendo e executando projetos de oficinas culturais em comunidades, pontos de cultura e organizações da sociedade civil.

O debate que tinha como foco apenas as questões da influencia da cultura africana na cultura brasileira, música, arte e política de reparação, acabou abrindo um leque para assuntos como: religião, o papel que cada um exerce como cidadão e até mesmo sobre sonhos que cada jovem da periferia possui e muitas vezes por não conseguir, abandonam o estudo, esquecem a realidade em que vivem e entram no mundo das drogas e do crime. Um dos assuntos bem questionados durante o debate foi também a questão do ensino e das cotas. "Não sou contra, mas as cotas deveriam ser de acordo com a classe social e não pela cor, afinal nem todo negro é pobre e nem todo branco é rico", declara Alexandre Tuller.

Para receber cada um dos participantes, a equipe organizadora do evento pensou em todos os detalhes, desde o café da tarde até a decoração da sala, que para proporcionar um bate-papo mais aconchegante e descontraído, teve como decoração várias almofadas, tapetes, pufs e quadros de personalidades afrodescendentes que fizeram história. Além do bate-papo, rolou a apresentação do grupo de capoeira do Clube da Turma, apresentação de Dança Afro, com a dançarina e educadora Jessica da Cruz Policate e para finalizar o DJ KL JAY deu uma palhinha do seu mega talento durante uma hora, tocando dezenas de músicas e animando a garotada, que durante a sua apresentação fez uma roda de dança de rua.
A tarde de quarta foi espetacular como ressaltou KL JAY e em um espaço aberto à comunidade, cada um pode expor suas opiniões e ideias. "O presente nos mobiliza a ter um mundo melhor e quem tem que mudar o mundo somos nós", ressalto um dos participantes do primeiro bate-papo realizado no Clube da Turma M' Boi Mirim.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cartinhas para o Papai Noel


O Revelação - Juntos Somos Mais, evento que acontece anualmente na nossa ONG, com a participação de organizações do Terceiro Setor, movimentos sociais e outros representantes da sociedade, disponibilizou este ano uma tenda em parceria com Correios e Telégrafos, para atender as famílias da região e ajudar pessoas que sofrem com o analfabetismo.

Algumas cartas para o Papai Noel foram feitas durante o o evento, com a ajuda dos educadores da nossa organização.

ADOTE UMA DAS NOSSAS CARTINHAS! >>>>> CLIQUE AQUI








Natal Solidário

E aí, quer ser um ajudante do Papai Noel?

 
Bom, ontem divulgamos a campanha do Natal Solidário, um projeto que surgiu na ONG Social Bom Jesus em parceria com a empresa Ekualo, que disponibilizou uma urna no Clube da Turma M' Boi Mirim, um dos maiores núcleos da ONG que atende crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos, na região do Jardim Ângela, periferia da Zona Sul de São Paulo.
Para quem não conhece a ONG Social Bom Jesus atua desde 1981 no distrito do Jardim Ângela, região carente, que foi considerada na década de 90 pela ONU - Organização das Nações Unidas, como o distrito mais perigoso do mundo e que só após a criação de bases comunitárias, investimento de poder público, tomada de consciência da comunidade, em busca por melhorias e implantação de movimentos comunitários e ONGs, foi que o Jardim Ângela conseguiu reverter o quadro de criminalidade e se transformou em um exemplo de combate ao crime.
Hoje, com a atuação de inúmeras ONGs na região e ações educacionais, culturais, esportivas, lazer e profissionalizantes com viés socioeducacional, o Jardim Ângela constrói uma nova história, porém a população local enfrenta diariamente o desemprego, privação de direitos e uma renda per capta  completamente baixa e foi justamente por esta causa, que criamos o NATAL SOLIDÁRIO, para transformar o Natal de cada uma dessas famílias.
Durante um mês recebemos mais de 200 cartinhas para o Papai Noel, todas feitas por crianças, adolescentes, educadores e também pelos pais das crianças atendidas, cartas simples e que em geral pedem emprego, roupas, sapatos, brinquedos, saúde e paz, e hoje disponibilizamos todas as cartas on-line para que você, sentadinho aí, possa transformar dezenas de sonhos em realidade e tudo com apenas um clique.


ADOTE UMA DAS NOSSAS CARTINHAS!   >>>>> CLIQUE AQUI

OBS: A tecnologia é algo que causa admiração, principalmente no público infantil. A criação de diversos aparelhos eletrônicos tem deixado as crianças fascinadas, elas começam a utilizá-los cada vez mais cedo e o público infantil que colocava um carrinho com controle remoto ou uma boneca no topo de suas listas de presentes de Natal, hoje querem aparelhos eletrônicos.

Independente da classe social, todas as crianças e adolescentes carregam sonhos, "todos" querem um vídeo game, celular, um computador, enfim, e se você encontrar uma dessas cartinhas não vire as costas e diga - NOSSA JAMAIS IREI ADOTAR, QUE CAAAAARO rs... Adote, mas envie algo que esteja dentro das suas condições, mande uma roupa, um tênis, brinquedo e saiba que mesmo não sendo o que estava na carta, ela ficará FELIZ.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Encerrando o mês da Consciência Negra

No dia 30 de novembro, a partir das 12:00h, encerrando o mês da Consciência Negra, iremos realizar um mega Bate-papo com o DJ KLJAY integrante do grupo de rap Racionais Mc´s e Alexandre Tuller professor universitário e Sociólogo.

Não fique fora dessa e venha festejar o mês da Consciência Negra!

Educandos do CCA Jardim dos Prados visitam exposição "Os Últimos Anos"

Em cartaz no Caixa Cultural SP, a obra reúne 22 serigrafias e inserem o visitante no universo plástico e conceitual do artista brasileiro Rubens Gerchman em seus últimos 05 anos de vida, vividas em São Paulo.

Além dos trabalhos recentes do artista plástico carioca Rubens Gerchman (1942-2008): "Os Últimos Anos” apresenta ao público quatro outras obras emblemáticas do artista, feitas em diferentes fases da sua carreira, durante as décadas de 60, 70 e 80.






sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VEM AÍ A PEÇA DE TEATRO "SÍTIO DO CIDADÃO AMARELO"


Para festejar o encerramento das atividades de lazer, cultura e esporte, que abordaram durante este ano o tema CIDADANIA, os educandos e educadores do Clube da Turma M' Boi Mirim, prepararam para você o espetáculo "Sítio do Cidadão Amarelo", que irá acontecer no dia 03 de dezembro e será aberto à comunidade.

O espetáculo tem como foco apresentar também aos pais e aos moradores ao entorno do núcleo o trabalho feito com cada criança e adolescente, onde todos puderam conhecer de forma dinâmica e prazerosa os seus direitos e deveres, tendo acesso ao estatuto da criança e do adolescente, a declaração dos direitos das crianças, influência dos meios de comunicação e também tiveram como tema o meio ambiente, onde cada um pode refletir sobre o seu papel como cidadão.

O texto do espetáculo foi feito com base nas obra “Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, que denúncia a falta de cidadania apresentando os problemas que se ocasionam por não usufruirmos dos nossos direitos, e o clássico infantil “Sitio do Pica Pau Amarelo” de monteiro lobato, que trabalham questões como preconceito, convívio social e desigualdade.

Os educandos foram levados, além de conhecer as obras, refletir sobre o que as mesmas os demonstravam e interferiam em suas vidas e atitudes. Todo espetáculo foi produzido pelos educandos, educadores e supervisores do espaço. Além da sugestão dos livros, os educandos dentro dos projetos inseridos contribuíram para unir teoria a prática, relacionando o livro ao desfecho do espetáculo.

Os projetos violão, bateria, musicalização e percussão ficaram responsáveis pelo enredo musical do espetáculo que une as musicas do sítio e musicas relacionadas aos direitos das crianças e dos adolescentes. O projeto teatro e dança contemporânea cuidou do enredo e das cenas, o projeto artes visuais ficou responsável pelo cenário, projeto moda e mulheres do milênio (mães dos educandos), ficaram responsáveis pelos figurinos e as turmas foram convidas a trabalhar uma performance musical dentro da temática sugerida.

Todo esse processo durou aproximadamente 6 meses, o espetáculo é o produto final desse trabalho desenvolvido e demonstra os conhecimentos aprendidos durante todo um ano e também o crescimento dos nossos educandos quanto cidadão.

“Alunos tem que entender a utilidade do que aprendem”, afirma Ladislau Dowbor

Dica de leitura

“Os alunos estão cansados de estudar coisas que lhes dizem que um dia vão entender a importância. Eles têm que entender e sentir a utilidade já!” Essa seria uma das principais estratégias para aumentar o interesse dos alunos na escola, de acordo o economista Ladislau Dowbor, que é professor da PUC-SP.
Em entrevista, ele abordou a importância da escola trabalhar o seu entorno para melhorar o aprendizado. “Quando se dá instrumentos óticos para a compreensão deste entorno, no qual a criança tem a sua experiência de vida, a assimilação dos conceitos teóricos se torna incomparavelmente mais rica”.
Dowbor participará, nessa sexta-feira (25/11), do lançamento de uma coleção de cadernos sobre a tecnologia social do Bairro Escola, uma publicação da Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceira com a editora Moderna.  A entrevista faz parte de um dos livros.

Fonte: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/11/24/%e2%80%9calunos-tem-que-entender-a-utilidade-do-que-aprendem%e2%80%9d-afirma-ladislau-dowbor/

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FALTA MENOS DE 1 DIA

Os educadores e educandos do Clube da Turma M' Boi Mirim, estão terminando os últimos ajustes para o 2º acantonamento deste ano, que irá trabalhar o tema CIDADANIA, aplicado nas atividades de 2011, com todas as crianças e adolescentes, com idades entre 7 a 17 anos.
De dia cada um já sente um friozinho na barriga de ansiedade e à noite sonham com o grande acantonamento, evento criado há 4 anos e que tem como objetivo ensinar por meio de atividades lúdicas o tema focado, associando o ato, o pensamento e o sentimento, onde a criança e adolescente se expressa, assimila conhecimentos, espelha a sua experiência e constrói a sua realidade.
As atividades acontecem no período noturno, com o propósito de que a criança e adolescente vivencie uma noite longe de casa, já que todos moram em regiões periféricas, que praticamente não possuem espaços onde possam brincar com segurança. O primeiro acantonamento deste ano, foi feito apenas com as crianças entre 7 e 12 anos e o segundo será focado nos adolescentes, tendo como tema a Caixa de Pandora, mito que explica a criação da mulher, da humanidade e de todos os males existentes no mundo.
Com base na história da Caixa de Pandora, os educadores vão trabalhar com os jovens a busca dos valores perdidos e de forma descontraída, criaram um clima de suspense, terror, com monstros, caixões, onde cada um irá ressuscitar personalidades que morreram ao perder os valores ao se envolverem com drogas, bebidas, brigas, enfim, cada jovem irá criar uma nova história para as personalidades através das atividades e gincanas dentro de um cenário assustador.

Exposição de Artes Visuais no CEI Jaguaré

Com o objetivo de estimular a arte na criança, interagir os pais e a comunidade, o CEI Jaguaré realizou no último mês a Exposição de Artes Visuais, que mostrou detalhadamente o trabalho feito dentro do núcleo, reunindo os materiais desenvolvidos pelas crianças ao longo do projeto FAZENDO ARTE.
No decorrer das atividades as crianças entre 1 a 4 anos tiveram o livre acesso a arte, por meio de experiências inesquecíveis criadas através do desenho, pintura e esculturas. Oferecendo para a criançada a maior diversificação possível de materiais, as educadoras criaram atividades estimulantes, afinal o ato de criar deve ser considerado um fator essencial no processo do desenvolvimento da linguagem, bem como uma espécie de documentar e registrar a evolução da criança.
A arte facilita a relação com os outros e proporciona conhecimento de si e do mundo. Usada por meio das cores, formas e sons, ajudam as crianças a desenvolverem sensibilidade e senso crítico, estimulando a criatividade, oferecendo várias formas de expressão, melhora a concentração, ajuda a superar a timidez, facilita a vivência em grupo e faz com que a criança atue de forma afetiva com o mundo, opinando, criticando, sugerindo, através da utilização das cores, formas, tamanhos e símbolos.
Durante o projeto, as educadoras documentaram e registraram cada detalhe e no decorrer do evento compartilharam com as crianças, pais e com os membros da escola e da comunidade.





SESC PRESENTEIA O CEI JAGUARÉ

Com a proposta de estimular o acesso à informação e ao conhecimento, como forma de incentivar e potencializar o desenvolvimento cultural e social das crianças, o SESC presenteou o CEI Jaguaré com a MALA DE LETRINHAS, projeto destinado a instituições culturais, escolas e empresas.
A mala fica no espaço durante 90 dias, vem com 40 livros infantis e faz um sucesso com a criançada, além de estimulá-los a leitura, por meio de uma linguagem simples e divertida.
Em 2012 o SESC vai abrir o ano com mais um projeto novo e a mala de letrinhas que era direcionada às crianças entre 5 e 9 anos, será direcionada também às crianças de 9 a 12 anos.
Se você também quer ter uma MALA DE LETRINHAS, assim como o CEI Jaguaré, basta entrar em contato através do e-mail: biblioteca@carmo.sescsp.org.br


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Aprendiz lança cadernos sobre Bairro-Escola

Dica de leitura
 
 
A associação Cidade Escola Aprendiz lança, em parceira com a Editora Moderna, uma coleção de cadernos sobre a tecnologia social do Bairro Escola, conceito que visa integrar espaços educativos das comunidades e que pauta o trabalho da instituição há 14 anos.
A cerimônia de lançamento acontece em 25 de novembro, às 19h, no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256), em São Paulo (SP).
No evento, os autores dos artigos irão realizar um debate sobre Educação Integral e Desenvolvimento, acompanhados do economista Ladislau Dowbor, que é professor da PUC-SP.  A mediação fica por conta da diretora geral da instituição, Natacha Costa. Para encerrar o evento, o musico Thiago Varzé realizará um show gratuito.
Cadernos
A coleção faz referência às quatro tecnologias sociais que sustentam o Bairro-Escola e seu projeto de articulação comunitária para a educação: Pesquisa-ação Comunitária, Trilhas Educativas, Comunicação Comunitária e Arranjos Culturais. O objetivo é disseminar o conceito para subsidiar projetos e políticas públicas de educação.
Os dois primeiros exemplares, que inauguram o lançamento da coleção, tratam sobre Pesquisa-ação Comunitária e o Trilhas Educativas. O primeiro mostra a importância do mapeamento comunitário e da formação de atores locais para a realização de ações que garantam o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.
O segundo volume trata sobre a relação entre escola e comunidade na constituição de um currículo de estudo e pesquisa, com foco no conhecimento e nas potencialidades de cada território.

Crianças negras atrasadas na escola são o dobro das brancas

Dica de leitura
O percentual de crianças negras de 7 a 14 anos que estão mais de dois anos atrasadas na escola é o dobro do registrado entre as brancas. Enquanto 16,7% dos alunos negros estão nessa situação, entre os brancos, o índice é de apenas 8%. Os dados compilados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) são referentes a 2009 e reforçam a tese de que as desigualdades entre negros e brancos se repetem no ambiente escolar.
O fator socioeconômico geralmente é o mais usado para justificar o atraso escolar dos estudantes negros. Isso porque a condição social do aluno tem grande impacto na aprendizagem e a maioria da população de baixa renda do país é negra. Mesmo quando são considerados alunos de um mesmo nível econômico, os não negros têm desempenho superior aos negros.
É o que aponta um levantamento feito pelo economista Ernesto Faria, do Portal Estudando Educação. Comparando as notas de Matemática e Português da Prova Brasil de 2007, alunos de uma mesma faixa de renda e cor da pele diferentes também têm notas desiguais. Entre os 25% de estudantes mais pobres do 5° ano do ensino fundamental, a nota dos brancos é, em média, oito pontos superior nas duas disciplinas. Entre os 25% mais ricos, a distância é ainda maior: os alunos brancos atingem 24 pontos a mais em Português e 25 a mais em Matemática.
Para André Lázaro, especialista na temática de diversidade em educação, uma das explicações para esse resultado é que, em geral, os alunos negros frequentam escolas com pior infraestrutura em comparação aos não negros. Essa situação foi revelada pelo Relatório das Desigualdades Raciais, lançado este ano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em todas as etapas de ensino, os negros enfrentam piores condições que os brancos.
Enquanto 9,6% dos alunos brancos do 9° ano do ensino fundamental frequentam escolas com nenhuma adequação, entre os negros, o índice é de 12,9%. Já no 5° ano, 27,9% dos brancos frequentam escolas com estrutura exemplar - entre os negros, o patamar é de 22%.
"Além da questão estrutural das escolas, não tenho dúvida de que a dimensão cultural é fortemente explicativa do resultado escolar. O racismo tem um impacto muito forte na educação. Os modelos e exemplos educacionais dos livros didáticos, por exemplo, ignoram a dimensão da cultura negra e com isso você tem uma escola em que o negro não se vê", destaca Lázaro, que foi secretário de Diversidade do Ministério da Educação (MEC) e hoje é consultor da Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI).
Um dos autores do Relatório das Desigualdades, o professor Marcelo Paixão avalia que a discriminação existente no ambiente escolar acaba por agravar as diferenças entre negros e brancos. "O espaço escolar deveria ser de formação de cidadania - quando isso não é feito de maneira crítica ele se torna um instrumento de perpetuação das assimetrias", diz.
Para a diretora de Educação no Campo e Diversidade do MEC, Vanessa Faria, tais resultados são reflexo da própria dificuldade da sociedade em reconhecer que existe racismo no país - situação que se repete no ambiente escolar. Em questionário aplicado em 2007 aos estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), menos de 3% se consideravam racistas, mas 60% disseram já ter presenciado uma situação de discriminação pela cor da pele e 30% afirmaram ter parentes racistas.
"A escola reflete o que acontece na sociedade. Por anos acreditou-se no Brasil que não existia o racismo, e fica difícil superar um problema quando ele é negado", ressalta Vanessa. Para ela, a diferença de escolarização entre negros e brancos tem diminuído nos últimos anos, e a escola está mais aberta para o debate. "Nunca se falou tanto na questão da igualdade racial, mas este é um processo em construção. Os anos de estudo da população negra crescem em ritmo maior do que entre os brancos", afirmou.

Estudantes do Ensino Médio perdem até 40% dos dias letivos, segundo pesquisa

Dica de leitura
Estudantes do ensino médio perdem entre 17% e 40% dos dias de aulas, sendo que o problema ocorre, na maioria dos casos, por falta de professor. O diagnóstico é de uma pesquisa do Ibope, em parceria com o Instituto Unibanco, que analisou 18 escolas públicas de ensino médio de três regiões metropolitanas do Brasil. Dos 48 dias letivos monitorados, os estudantes chegaram a perder 19.
Aplicada em 2010, a pesquisa visa medir a “audiência” na escola, baseada em um cálculo que leva em conta o tempo de aula efetivamente disponível (chamado de oportunidade de ensinar) e o número de alunos que tiveram acesso a ela (oportunidade de aprender).
Segundo os resultados, divulgados na última semana, as escolas pertencem a três diferentes grupos. No primeiro, que reuniu aquelas com alta oportunidade de ensinar, cerca de 33 horas de aula previstas no calendário escolar deixaram de acontecer. Se considerarmos que a duração média de um dia letivo é de quatro horas, o tempo sem aula equivale a oito dias letivos.
No grupo 2, considerado com média oportunidade de ensinar, o tempo total perdido durante o monitoramento foi de 51 horas, o equivalente a 13 dias letivos. Já no grupo 3, que inclui as escolas consideradas com baixa oportunidade de ensinar, cada turma perdeu em média 77 horas de aulas previstas, o que representa 19 dias letivos a menos dos 48 monitorados.

Fora da escola
O levantamento também analisou as atividades realizadas pelos alunos fora da escola. Em relação a tarefa de casa, por exemplo, apenas 53% do Grupo 1 – que representa o melhor cenário – executou o que havia sido pedido pelo professor. No Grupo 2 este valor cai para 45% e no Grupo 3 para 39%.
Nos três casos os trabalhos não são feitos nem por metade dos alunos. Apenas 37% dos estudantes do Grupo 3, 44% do Grupo 2, 48% no Grupo 1 afirmaram terem feito os trabalhos da escola. O dado mais grave diz respeito à leitura: somente de 6% (Grupo 2 e 3) a 8% (Grupo 1) dos alunos disseram ter lido algum livro para as aulas.

De acordo com os dados, a audiência constatada no Grupo 1 foi de 55%, uma média de 2 horas e 13 minutos por dia; a do Grupo 2 foi de 43%, o equivalente a 1 hora e 44 minutos diários; e o Grupo 3 apresentou apenas 32% de audiência, o que equivale a uma média de 1 hora e 17 minutos de aula por dia letivo.


Fonte: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/11/18/estudantes-do-ensino-medio-perdem-ate-40-dos-dias-letivos-segundo-pesquisa/